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quarta-feira, 2 de abril de 2025

ESQUIZOFRENIA; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 A evolução no século 20 do conhecimento sobre o corpo humano, seus distúrbios e comportamento deles derivados, abriu campo para a grande ampliação e aprofundamento das chamadas doenças mentais bem como diagnósticos e terapias observadas na atualidade. Novas nomenclaturas baseadas nas especificidades de cada caso ante o adensamento demográfico do Planeta. Um dos tipos foi descoberto pelo médico Eugen Broiler que a denominou esquizofrenia já na primeira década do século passado mantinha intensos debates com Freud e Jung. Estima-se atingir hoje algo em torno de 24 milhões de pessoas, sendo que a doença caracteriza-se pela chamada demência precoce, atingindo com uma deterioração mental em jovens recém entrando na vida adulta. Apesar das conquistas desde os debates citados há muito a pesquisar no que tange às origens do problema. Nesse sentido, a visão oferecida pelo Espiritismo tem algo a dizer. Afirmando o Ser humano na verdade é a resultante do complexo mente (Espírito)/ corpo espiritual/ corpo físico integrado num processo denominado reencarnação que objetiva a evolução da individualidade e que tem a regulá-lo a chamada Lei de Causa e Efeito, oferece elementos importantes para a compreensão das origens da doença até porque o problema atinge faixas etárias compreendidas pela infância e juventude. Solicitado algumas vezes a se manifestar sobre a questão, o médium Chico Xavier explicou: SOBRE A ORIGEM: -Muitas vezes, nascemos com processos alusivos a moléstias chamadas incuráveis, como resultados de complexos de culpas adquiridos por nós mesmos em existências passadas. Por exemplo: um homem extermina a vida de outro homem e parte para o Além; a vítima perdoou ao verdugo, mas a consciência do verdugo não concordou com esse perdão, e ele continua com o remorso, com o problema da culpa a lhe estragar a tranquilidade íntima. Dessa forma, os pensamentos de remorso repercurtem sobre o corpo espiritual e determinam o desequilíbrio da distribuição dos agentes químicas do organismo, já que, em verdade, cada um de nós tem determinada farmácia na sua própria vida íntima e as substâncias químicas errem o seu nível ideal, particularmente no cérebro, a cabine por onde o espírito se manifesta. Adquirindo culpas intensas e profundas, é muito natural que e criatura renasça com problemas de esquizofrenia. SOBRE A INCIDÊNCIA NA INFÂNCIA: - A esquizofrenia, na essência, decorre de transformações de caráter negativo do quimismo da vida cerebral. Esse problema, no entanto, procede da Vida Espiritual, antes do processo reencarnatório, de vez que o problema da culpa, instalando em nós, por nós mesmos, na experiência terrestre, se transfere conosco, pela desencarnação, no rumo do mais Além. Muitas vezes, atravessamos condições de vida purgatorial, no Outro Mundo, mas somos devolvidos à Terra mesmo, aos núcleos habitacionais em que as nossas culpas foram adquiridas, e, frequentemente, carreamos conosco as telas da esquizofrenia. Quando o processo da esquizofrenização se patenteia violento, eis que as pertubações consequentes se manifestam na criatura em período de desenvolvimento infantil, mas na maioria dos caso a esquizofrenia aparece depois da puberdade ou logo após a maioridade física. Os Instrutores Espirituais são unânimes em afirmar que esse desequilíbrio decorre de nossos próprios débitos, nas áreas das forças espirituais de que dispomos no campo da própria consciência. SOBRE O FATOR PREPONDERANTE: -A esquizofrenia pode, muitas vezes, indicar o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrível que aquilo se reflete na própria vida física da criatura durante algum tempo ou muito tempo.




terça-feira, 1 de abril de 2025

JUSTA HOMENAGEM; EM BUSCA DA VERDADE COM O PROFESSOR

 Personagem importante nos primeiros momentos do Espiritismo no Brasil, o médico Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, renasceu em nossa Dimensão no dia 29 de agosto de 1831, em Riacho do Sangue, Estado de Ceará, tendo-se mudado aos 20 para o Rio de Janeiro onde em meio a grandes dificuldades se formou em Medicina em 1856. Católico, se converteria ao Espiritismo anos depois após ler e se convencer pela lógica - embora a impressão de estar diante de informações já conhecidas - a primeira tradução d’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS do amigo Dr Joaquim Passos Tavares que a realizara. Atraído para o movimento espírita que se organizava, fundou com outros companheiros em 1891, o Grupo Espírita Regeneração, instituição que dirigiu até sua morte em abril de 1891. Solicitado a conciliar os polêmicos místicos e científicos que não se entendiam na direção da recém-nascida Federação Espírita Brasileira, regressando ao Plano Espiritual em 1900, o Dr Bezerra começa o trabalho de orientação através de inúmeros médiuns ao longo do século 20, a princípio pessoalmente e, na continuidade por meio das centenas de Amigos Espirituais que comporiam equipe por ele liderada. Através de Chico Xavier, revela-se uma encarnação por volta do século II, identificado como Irmão Corvino, cristão convertido e personagem da obra AVE CRISTO escrita pelo Espírito Emmanuel pelo médium que orientava. Através de Chico, ante a proximidade do primeiro centenário do Grupo Regeneração que fundara no fim do século passado, em reunião de 6 de novembro de 1986 na residência do médium cumpre promessa e conta as origens remotas do núcleo como CASA DOS BENEFÍCIOS, por ele fundada na personalidade do convertido Irmão Parmenio Narra, entre outros detalhes, o Espírito do Dr Bezerra: “Nos últimos dias do Século V, da nossa Era, considerada a Era Cristã, duas meninas gêmeas eram vistas numa residência nobre do Palatium em Roma, suscitando admiração pela beleza com que se distinguiam. Entretanto, nos traços psicológicos eram, em si, a antítese uma da outra. Ceres trazia, no coração pessimista, um processo de inadaptação ao mundo que a incompatibilizava com a vida. Rancorosa e apaixonada pelas próprias fantasias, fazia-se difícil pelo temperamento complexo. Cecília, porém, guardava o íntimo possuído por belos ideais. Amava a natureza, praticava a benemerência com espontaneidade de sentimento e conquistava a simpatia de quantos lhe desfrutassem o convívio. (...) Depois de algum tempo, conquanto o ciúme de Ceres, que seguia os acontecimentos com aparente sinceridade, o casamento de Cecília e Coriolano se realizou com os vinhos e alegrias do noivo e com as distribuições de alimentos e agasalhos, em homenagem a Deus, para com os desvalidos, que, convidados para a festa, compareceram em grande número. Instalado em sua própria residência, o casal se rejubilava com as bênçãos de que se reconheciam depositários, recebendo amigos e comparecendo a reuniões sociais do grande mundo a que pertenciam. Após doze meses de felicidade, os cônjuges foram agraciados pela Divina Providência com o nascimento de um filho, ao qual deram o nome de Pompílio, como preito de gratidão de Coriolano a um dos avós, que se acostumara a amar em sua infância. (...) Acontece, no entanto, que o menino Pompílio foi acometido pela escarlatina complicada, e as melhores sumidades médicas da vida romana passaram pelo caso, com absoluta ignorância, sem qualquer medida que pudesse alcançar a extinção do mal que atingia a criança com a marca de inumeráveis padecimentos. Cecília, mãe aflita, soube, por amiga fiel — Domitila Pompônia — , que na povoação de Possidônia, outrora chamada Pestum, havia um homem piedoso, que não só abraçara o Cristianismo, mas também se dedicara à sustentação de uma casa rústica em que hospedava os doentes e os infelizes. Tratava-se do Irmão Parmênio, que, em idade avançada e abandonado pela família anticristã, construíra o recanto a que chamava Casa dos Benefícios, para melhor cumprir os seus deveres de homem, cujo coração se represara dos ensinos do Divino Mestre, abrigando sofredores de qualquer procedência. A Casa dos Benefícios se localizava, no ano de 513, no sexto século do Cristianismo, em pequena colina, cujos alicerces se espraiavam em formosas campinas, frequentemente pródigas de flores, que embalsamavam o ambiente com perfumes considerados medicamentos. Ali vivia toda uma comunidade formada por viúvas de guerreiros aniquilados em conflitos políticos ou em hostilidades de raças; de enfermos que vinham buscar socorro, desde as edificações do porto de Óstia e das diversas cidades e aldeias da periferia romana, à caça de apoio e consolação. O irmão Parmênio presidia a esse núcleo de gente sofrida e dilacerada por amargas provações humanas. A Casa dos Benefícios era a escola e o lar, o templo e o recanto de cura para centenas de pessoas dos mais diversos níveis sociais, que lá se irmanavam pelos desenganos e pelas próprias lágrimas. Valendo-se de uma viagem claramente inadiável, Coriolano se ausentara por tempo breve, a caminho de Pádua, ocasião em que Cecília, induzida pela amiga que lhe prestava assistência em todos os passos difíceis da existência, resolveu tomar o filho nos braços e, em companhia dela, a amiga de sempre, procurar o irmão Parmênio, em Possidônia, para que o doentinho lá recebesse a bênção e as instruções possíveis à cura da enfermidade que o feria, tomando para isso um carro quais os do tempo, movimentado à força de cavalos dóceis, que lhe facilitavam a excursão. Em casa, porém, Ceres não descansou no ciúme doentio que lhe marcava os sentimentos. Convidou Claudius para uma refeição íntima, alegando haver recebido preciosos vinhos da Sicília, e solicitou de Túlia, uma servidora de sua confiança pessoal, a seguisse de perto no ágape, pelo tempo em que se prolongassem os serviços. Cláudius compareceu, muito bem apessoado e, enquanto se fartava das finas viandas e dos vinhos licorosos que a jovem anfitriã havia reservada, notou que Ceres lhe endereçava olhares inflamados de sensualidade, a que ele, algo conturbado pelas bebidas entontecedoras, não conseguia resistir. E, ante a própria serva que os observava, beijou a jovem com loucura. Decorridos dois dias em que Cecília e a amiga com a criança se instalaram na Casa dos Benefícios, Coriolano regressou quase de inesperado, e a serva, que igualmente se embriagara na noite da visita do rapaz convidado de Ceres, se prontificou a comunicar ao dono da casa as cenas de que fora testemunha, numa intriga totalmente tramada. Coriolano, indignado com a ausência da esposa e do filho que se puseram em peregrinação, buscando o apoio de um homem, que ele, patrício de muitas gerações, considerara charlatão e impostor, indagou da escrava: — Mas, Cecília se encontrava nesta mistura de desequilíbrio e obscenidade? Ei-la que respondeu com maldade intencional, dizendo simplesmente: — Senhor, Ceres e Cecília são gêmeas. Eu não posso diferenciar uma da outra. Diante de semelhante calúnia, Coriolano organizou toda uma legião de homens fortes, em maioria assinalados por instintos bestiais, e colocou o pelotão em caminho, conduzido por cavalos ágeis, que facilmente cobriram a distância, atingindo a Casa dos Benefícios, nas sombras da noite. Coriolano, informado por um guarda de que era proibido incomodar os doentes na hora tardia em que se apresentava, deixou que todas as suas reservas de desespero e inclemência lhe assomassem o pensamento, exigindo que o fogo fosse atirado à instituição por todos os lados. Conquanto os gemidos de muitos abrigados, o incêndio destruiu tudo o que as chamas alcançassem e todos os que tentassem opor-lhes resistência. Em poucas horas o Irmão Parmênio e a sua obra humanitária não passavam de um montão de cinzas fumegantes. O delito não encontrou censores nem corretivos, porque o tempo permitia aos poderosos do momento qualquer espécie de ímpetos loucos, sem que a justiça lhes viesse tomar contas, punindo-lhes os desacatos. Foi assim que no Século VI, da nossa Era, a Casa dos Benefícios se viu destruída e Cecília, com outras entidades amigas, prometeu a Jesus que a obra do Irmão Parmênio seria reconstituída, para o que daria a sua própria vida, antes que o milênio terminasse. Prometemos que vos diríamos no instante oportuno, algo sobre o assunto e aí tendes — com o auxílio de muitos dos implicados no delito que varou os séculos e que hoje são companheiros do Cristo, devotados ao Bem, transformados pelo sofrimento — a tarefa edificante em que vos unistes, rendendo louvores ao Pai Misericordioso pelo trabalho bendito a que fomos todos chamados, no Grupo Espírita Regeneração. Louvado seja Deus! Bezerra de Menezes



Se Jesus acreditava na vida espiritual, por que ele se preocupou somente com os homens e só se referiu a espíritos malignos e não a espíritos das pessoas comuns?


Cada verdade vem a seu tempo. Jesus se preocupou somente com os homens, porque sabia que o verdadeiro aprendizado e o desenvolvimento espiritual de cada um se dá nesta vida e na outra. A vida presente é o momento de semear; a outra, de colher. Primeiro, devemos nos preocupar com o que está acontece aqui e agora, pois, o futuro será conseqüência do presente. Por isso mesmo, Jesus disse “a cada um segundo as suas obras”.


Na Doutrina Espírita pensamos da mesma forma. Devemos nos preocupar primeiro com os encarnados, a começar com a nossa própria vida. A vida, que estamos vivendo, é uma dádiva, uma oportunidade de realização e crescimento. Não há quem não sinta necessidade de se realizar na vida, conquistando valores que o dignificam. O problema é que nem sempre sabemos como fazer isso. Jesus procurou guiar os homens para uma visão realista da vida, a fim de que não se enganassem com falsas promessas.


Na doutrina de Jesus o que vale é o amor, e o amor só se manifesta através de nossos atos. Não era tempo de Jesus antecipar outro conhecimento, pois, naquela época, o homem mal podia compreender as leis de amor que regem a nossa vida na Terra.


Certa ocasião, falando com Nicodemus, um fariseu doutor da lei, Jesus chegou a comentar sobre a necessidade de “nascer de novo”. Ele não se referia somente à transformação espiritual do homem ( que, de fato, é um novo nascimento), mas também à reencarnação. Notou, entretanto, que Nicodemus não tinha condições de entender essas coisas. Disse-lhe, então: “Se vos falo das coisas da Terra e não entendeis, como quereis entender das coisas espirituais?”. E encerrou o assunto.


Quando aos espíritos maus, essa era uma crença que já existia, se bem que o povo nada sabia sobre a vida espiritual. O que se sabia de espiritualidade era apenas a existência de anjos e demônios – os anjos, que eram os Espíritos bons ou Espíritos de Deus, segundo João; e os demônios, que eram os Espíritos maus. Mas o povo daquele tempo, como ainda hoje acontece, estava mais preocupado com os Espíritos maus do que com os Espíritos bons e, por isso, facilmente, se ligavam aos primeiros.


Entretanto, é bom que se diga que Jesus se restringiu ao conhecimento necessário e suficiente para aquele momento, mas não deixou de afirmar, já prevendo sua partida, que mandaria um Consolador, veja bem! - que reviveria tudo o que ele havia ensinado e ainda ensinaria muitas outras coisas, que o homem daquele tempo ainda não estava em condição de entender. Essas novas revelações estão no Espiritismo.